Divulgação seletiva
A divulgação seletiva permite que um titular apresente apenas as declarações exigidas para uma finalidade declarada, em vez de revelar uma credencial completa ou um documento-fonte.
Isso sustenta um princípio simples de privacidade: o verificador deve receber informações suficientes para responder à sua pergunta de política, mas não dados adicionais de identidade apenas porque existem.
Um exemplo prático
Um serviço pode precisar saber se uma pessoa atende a um limite de idade. Um processo tradicional pode solicitar uma cópia de um documento de identidade contendo nome completo, número do documento, data exata de nascimento, fotografia, nacionalidade, endereço e outras informações.
Uma apresentação que preserve a privacidade pode fornecer, de acordo com o formato da credencial e a política, as evidências necessárias relacionadas à idade sem compartilhar todos os campos do documento.
O que a divulgação seletiva muda
| Divulgação tradicional | Divulgação seletiva |
|---|---|
| O documento ou perfil completo é compartilhado. | Apenas as declarações necessárias são apresentadas. |
| O verificador recebe informações não relacionadas. | A divulgação é alinhada à finalidade declarada. |
| Mais dados precisam ser retidos e protegidos. | O verificador pode reduzir a coleta e o impacto de uma violação. |
| O titular tem visibilidade limitada. | O titular pode analisar o que é solicitado e divulgado. |
A divulgação seletiva não elimina todos os riscos de privacidade. Um atributo divulgado ainda pode ser sensível e apresentações repetidas podem gerar correlação se identificadores ou metadados forem mal projetados. A política que envolve a interação continua importante.
Condições para uma apresentação confiável
Uma apresentação que preserve a privacidade deve permitir que o verificador avalie:
- a procedência do emissor;
- a integridade das declarações divulgadas;
- o status e a validade da credencial;
- a atualidade da transação;
- a audiência prevista ou a parte solicitante;
- a relação com o titular quando exigida;
- se o conjunto divulgado satisfaz a política.
Privacidade e assurance devem ser projetados em conjunto. Revelar menos informações não deve significar aceitar evidências sem verificação adequada.
Consentimento do titular
O titular deve conseguir compreender:
- quem solicita informações;
- quais declarações são solicitadas;
- por que são solicitadas;
- o que será divulgado;
- qual é o resultado ou serviço esperado.
Interfaces de consentimento não devem ser usadas para transferir toda a responsabilidade para a pessoa. As instituições ainda devem limitar suas solicitações, definir finalidade lícita e evitar tornar divulgação desnecessária uma condição quando ela não for justificada.
Terminologia
O UbID utiliza o termo público mais amplo verificação que preserva a privacidade para divulgação seletiva e técnicas relacionadas.
O termo prova de conhecimento zero é usado apenas quando um sistema de prova especificamente implementado sustenta essa afirmação técnica. Formatos de divulgação seletiva podem reduzir significativamente a exposição de dados sem serem necessariamente sistemas de prova de conhecimento zero.
Valor institucional
A divulgação seletiva pode ajudar instituições a:
- reduzir a replicação desnecessária de documentos;
- limitar a concentração de dados sensíveis;
- alinhar a coleta à finalidade e à necessidade;
- reduzir o impacto de uma violação;
- fornecer evidências mais claras do que foi solicitado e divulgado;
- construir fluxos de verificação mais fáceis de explicar e auditar.